Há palavras que parecem simples demais para conter a eternidade. “Presciência” é uma delas. Por décadas, séculos talvez, repetimos a mesma definição apressada, superficial, domesticada demais para o Deus que rasga o tempo e escreve histórias antes que homens existam para vivê-las. Ouvimos pregadores dizendo que Deus olhou para o futuro e viu quem criaria fé suficiente para escolher Cristo. Ouvimos que Ele observou, de longe, nossos supostos méritos futuros e reagiu com Sua eleição. Ouvimos que o amor de Deus era uma resposta e não uma origem, uma espera e não um decreto, um reflexo e não uma chama eterna. E ouvimos tanto, por tanto tempo, que começamos a acreditar.
Mas basta um leitor mediano, com Bíblia aberta e coração honesto, para perceber que algo não fecha. Como pode o Deus soberano depender da criatura? Como pode o Autor da história ser espectador? Como pode o Eterno, que conhece todas as coisas porque as determina, ficar limitado à previsão? Há algo errado — profundamente errado — com a forma como essa doutrina tem sido pregada. O erro não é pequeno; é estrutural. Ele distorce a glória de Deus, compromete o evangelho, enfraquece a fé e cria um cristianismo frágil, centrado no homem. Uma doutrina mal ensinada produz um povo mal formado.
Este livro nasce precisamente para corrigir essa falha. Não com arrogância, não com violência teológica, mas com a reverência daqueles que se ajoelham diante da Palavra, não diante das tradições humanas.
| Number of Pages | 56 |
| Edition | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Binding | Paperback with Flaps |
| Color | Black and White |
| Paper Type | Estucado Mate 90g |
| Language | Portuguese |
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