Desde os primeiros séculos da fé cristã, a igreja tem sido chamada a discernir com cuidado aquilo que procede da revelação divina e aquilo que, embora atraente ao coração humano, nasce de expectativas, pressões culturais, imaginação religiosa e leituras apressadas de trechos isolados da Escritura. A história da interpretação bíblica é marcada por momentos em que doutrinas populares se levantam com força, inflamam emoções, estimulam curiosidades, mas se desfazem quando colocadas sob a luz incandescente da totalidade da Palavra de Deus. Entre essas doutrinas está a crença num milênio literal e terreno de mil anos após a volta de Cristo, um ensino que, apesar de repetido em muitos púlpitos, não encontra apoio sólido na teologia bíblica, na hermenêutica histórica da igreja reformada, nem na exegese coerente do Novo Testamento. O que encontramos, ao contrário, é uma profunda convicção apostólica de que Cristo já reina, de que o evangelho já amarra Satanás, de que a igreja já participa da primeira ressurreição e de que a volta gloriosa do Senhor não inaugurará uma era intermediária, mas consumará todas as coisas num único e majestoso ato redentivo.
Vivemos um tempo em que muitos cristãos foram ensinados a ler a Bíblia de modo fragmentado, como se trechos isolados tivessem autoridade maior que o cânon inteiro, e como se o livro mais simbólico das Escrituras pudesse ser interpretado de maneira literalista e cronológica.
| Number of Pages | 90 |
| Edition | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Binding | Paperback with Flaps |
| Color | Black and White |
| Paper Type | Estucado Mate 90g |
| Language | Portuguese |
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