Os textos reunidos na presente coletânea foram escritos por Nietzsche entre os anos de 1856 e 1868, entre seus 12 e 24 anos de idade, e são de conhecimento geral para os que têm acesso à KGW (Kritische Gesamtausgabe), a famosa edição crítica levada a lume por Colli & Montinari em 1967. Porém, no Brasil, jamais foram publicados. Não se tratam de meras “curiosidades” ou produções supérfluas. Para ficarmos em um único exemplo temos aqui o primeiro uso do termo super-homem, atribuído ao personagem Manfred, em uma resenha sobre a obra de Byron. Entre outros inúmeros motivos que poderiam ser elencados aqui para rebater a alegação de inocuidade destes textos, dois são os mais importantes: 1) temos em primeira mão aspectos biográficos da vida de Nietzsche, que muito explicam sua história madura e seu contraste com a contemporaneidade; e 2) encontramos, aqui e ali, ideias e construções nietzschianas “puro sangue”, até mesmo na criança! Sim, a criança de doze anos, o adolescente de dezessete e o jovem de vinte apresentam lampejos e reflexões profundas, radicais, que, para desespero dos “intelectuais” contemporâneos, não são frutos de cultura ou de educação. Não se torna filósofo por meio do ensino ou da cultura, ou se é – ou não se é. Nietzsche era, sempre foi. Estão aqui os textos de sua infância que o comprovam. Os textos aqui reunidos guardam esse testemunho. Esse motivo, por si só, faz valer a leitura.
| Number of Pages | 509 |
| Edition | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Binding | Paperback with Flaps |
| Color | Black and White |
| Paper Type | Ahuesado 80g |
| Language | Portuguese |
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