Um pai. Um papel. Oito sangues. Nenhuma rendição.
Não começou com um rei de Burgos. Começou com um papel.
Em Cuiabá, João Rondon Caporossi — o menino Chiquito de Bela Vista, o economista que vencera o Rio, o cavaleiro da Escola Superior de Guerra — entregou ao filho a genealogia que ainda cabia na memória. Olhar sereno. Voz firme.
Continue onde eu parei.
O pai talvez quisesse uma lista. O filho ouviu um chamado. Do outro lado daquele papel havia uma fronteira com vento de gado. Uma avó de Poconé chamada Eliza. Um corso desembarcando no Prata. Um cavaleiro de 1291 que não aceitou a derrota. Um bandeirante sob as árvores de Piratininga. Beth, que fechou o círculo.
Marcos Rondon não devolveu o papel. Atravessou cartório, brasão, Córsega, Jockey, passaporte, a serra onde o pai partiu em 2004, e o próprio sangue — até a árvore deixar de ser lista e virar pergaminho.
Quem abre este livro não entra numa enciclopédia de sobrenomes. Entra numa perseguição. O objeto da caça é o elo que o tempo tentou apagar. A promessa cabe em três palavras: nunca fui vencido.
Os 8 Sangues é o que acontece quando um filho leva a sério demais o último pedido de um pai — e o passado inteiro acorda.Esta é a história por trás da história: não o arquivo, o fogo que o acendeu. Uma missão
herdada. Uma linhagem que se recusa a desaparecer.
Os 8 Sangues é o que acontece quando um filho leva a sério demais o último pedido de um pai
— e o passado inteiro acorda.
Que nenhum elo se perca no Universo.
| Number of Pages | 197 |
| Edition | 1 (2026) |
| Format | A4 (210x297) |
| Binding | Paperback without Flaps |
| Color | Colored |
| Paper Type | Estucado Mate 150g |
| Language | Portuguese |
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