Arlete De Amorim

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Sobre o autor

Sou brasileira, nascida na Amazônia — uma terra onde o mito e a realidade caminham lado a lado, onde o rio ensina movimento e a floresta ensina escuta. Crescer nesse território de múltiplas vozes, lendas e silêncios moldou profundamente meu olhar sobre o Brasil, sua identidade e suas contradições.

Foi a partir dessa vivência que escrevi este ensaio, propondo uma leitura inovadora de Macunaíma, obra-prima de Mário de Andrade. Minha interpretação nasce de dentro da Amazônia — não como cenário exótico ou simbólico apenas, mas como território vivo, epistemologia própria e centro narrativo. Ao revisitar o “herói sem nenhum caráter”, proponho enxergá-lo não como ausência de identidade, mas como expressão de uma identidade em fluxo, moldada por deslocamentos, mestiçagens e tensões históricas.

Minha escrita dialoga com as raízes indígenas e caboclas que atravessam a obra, mas também questiona as leituras tradicionais que colocam o Sudeste como eixo interpretativo do modernismo brasileiro. Reposiciono a Amazônia como espaço de produção de sentido — não margem, mas origem.

Entre memória, crítica literária e reflexão cultural, meu ensaio busca revelar novas camadas da obra, iluminando suas ambiguidades com a perspectiva de quem nasceu onde o próprio mito de Macunaíma começa. Escrevo para ampliar o debate, para tensionar certezas e para afirmar que toda leitura carrega um território — e o meu é amazônico.
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