Este livro investiga os territórios clínicos em que o cuidado não se organiza em torno de desfechos claros, diagnósticos estabilizados ou resoluções rápidas. A partir de trajetórias prolongadas marcadas por incerteza, revisões sucessivas e decisões provisórias, a obra analisa as exigências éticas que emergem quando a medicina opera sem garantias.
Ao longo de seus capítulos, são examinados os limites da evidência científica, a pressão institucional, a judicialização latente, a solidão decisória, o desgaste profissional e a necessidade de construir critérios sustentáveis para o acompanhamento indefinido. O foco não está na prescrição de condutas, mas na formação de um julgamento capaz de integrar responsabilidade, prudência e revisabilidade ao longo do tempo.
A obra recusa soluções simplificadoras, modelos prontos e promessas de eficácia ampliada. Em seu lugar, oferece instrumentos conceituais para nomear fenômenos clínicos invisibilizados, organizar trajetórias complexas e sustentar vínculos sem recorrer a encerramentos artificiais. A ética do não encerramento é apresentada como prática madura de permanência, clareza e compromisso diante do inacabado.
Destinado a profissionais envolvidos em processos de cuidado prolongado, este livro propõe uma reflexão rigorosa sobre como decidir, comunicar e permanecer quando a ciência é incompleta, as instituições são insuficientes e a responsabilidade não pode ser terceirizada.
| Number of Pages | 219 |
| Edition | 1 (2026) |
| Format | A5 (148x210) |
| Binding | Paperback with Flaps |
| Color | Black and White |
| Paper Type | Uncoated offset 90g |
| Language | Portuguese |
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